Mais de 37 mil corintianos presenciarão um momento histórico no Pacaembu. O primeiro título pós serie B, o primeiro do fenômeno com a camisa alvinegra e o primeiro de um ambicioso projeto rumo ao titulo da Libertadores no ano do centenário.
O Santos entrou com uma remota possibilidade de conquistar o Paulistão e foram com tudo para cima do Corinthians. Kleber Pereira e Paulo Henrique perderam boas chances de abrir o placar. No entanto, o camisa nove santista foi o autor do primeiro gol da final. Após ser derrubado na área, Kleber cobrou o pênalti e abriu o placar, para a alegria dos dois mil santistas presentes.
O alvinegro praiano continuava melhor e na busca incessante pelo segundo gol, Paulo Henrique perdeu gol frente a Felipe. O alvinegro da capital levava pouco perigo nos contra ataques.
Depois de a bola estourar no ataque corintiano, o Santos faltou com o “fair play” e jogou a bola para o meio campo. Dentinho recebeu a bola na esquerda, tocou na frente para André Santos, que soltou a bomba para empatar o jogo e acalmar a fiel torcida. O Santos nunca foi tão infeliz em não fazer o jogo limpo e devolver a bola.
A lógica do jogo já havia sido quebrada com o gol do Corinthians, pois não merecia o empate até então, contudo, o gol abalou, e muito, o time de Mancini. E foi a partir dos 35 minutos que o Santos parou de pressionar o Corinthians e que o timão pode controlar o jogo.
No segundo tempo o show ficou por conta da torcida, pois dentro de campo se via uma equipe descontrolada e apática, o Santos, e outra controlando o jogo e se caso pudesse mataria o jogo.
E o descontrole ficou evidente quando Domingos chegou duro em Dentinho, que foi substituído em seguida com dores no tornozelo, e depois deu duas pancadas em Ronaldo, aí não tem juiz que segure, é rua na certa.
Com a menos e mais 8 minutos de jogo, o timão tocava a bola, a torcida gritava “olé” e fazia a festa enquanto se ouvia um tímido “É campeão”. Mas conforme o jogo chegava ao seu término o volume foi aumentando até quando o juiz pediu a bola e a fiel torcida explodiu em um só grito, “É CAMPEÃO”.
Nervoso com os repórteres, Ronaldo não acompanhou a festa e foi para o vestiário mais, porem ele viu a show de despreparo da Federação Paulista de Futebol.
Sábado, num teste feito para o corpo de bombeiros, a Federação mostrou como seria a festa, o corpo de bombeiros reprovou, mas mesmo assim a Federação o fez.
Simplesmente em meio aos papeis picados saíram fogos de artifícios e obviamente incêndio, a taça pegou fogo, William também, mas infelizmente Orlando Silva e Walter Feldman não pegaram.
Mas o capitão corintiano ironizou a situação lembrando que a fiel incendeia o time e o estádio.
Quanto ao Santos, pode se dizer que a torcida fez seu papel, apoio o time incondicionalmente, em algum momentos mais alto que os corintianos. O time foi guerreiro, pecou em apenas alguns detalhes, porem brigou muito e foi corajoso, os santistas foram muito mais longe do que qualquer um esperava e estão de parabéns.
Pra os santistas restam pensar no Domingo, quando enfrentará o Grêmio, pela primeira rodada do nacional. Já os corintianos tem outra tarefa duríssima na quarta feira, quando enfrenta o Atlético Paranaense, atual campeão estadual, precisa vencer em casa.
Bismarck
segunda-feira, 4 de maio de 2009
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